A astrofísica brasileira que simula buracos negros com inteligência artificial e é fenômeno nas redes - BBC News Brasil
O feito científico do Event Horizon Telescope, o Te...
Jornalista profissional, sou formado pela Cásper Líbero (da turma de 2005) e ex-trainee do jornal Folha de S.Paulo. Quando perguntam a mim o que faço, não costumo titubear: escrevo. Sei que você pode ter pensado isso, mas não, eu não respondo à questão escrevendo, sabe? Escrever é meu trabalho mesmo, seja sobre cinema, seja a respeito de futebol, música popular brasileira ou estrangeira, literatura.
Agora, se a questão é saber como escrevo, posso dizer que meus textos costumam se basear em longas apurações, com pesquisa em acervos de imprensa e arquivos audiovisuais, em documentos e em entrevistas. Norteado por esse tipo de estratégia, produzo perfis, artigos e reportagens.
Desde 2014 atuo como repórter freelancer, sugerindo pautas a editores, e venho escrevendo matérias nesta toada para diversas publicações, impressas ou digitais. No período, colaborei, por exemplo, para BBC News Brasil; Continente; Ilustrada e Serafina, da Folha de S.Paulo; Vice e GQ Brasil.
Entre os trabalhos que fiz para elas, entrevistei nomes como a chef Paola Carosella, a atriz Karine Teles e o ex-jogador Raí e perfilei a cineasta Gabriela Amaral Almeida, o ator Vladimir Brichta e a astrofísica Roberta Duarte. Contei ainda um pouco da história da minissérie Anos Rebeldes e a do primeiro álbum solo do músico Lô Borges, o hoje clássico Disco do Tênis.
Sempre gostei de escrever sobre temas relacionados a minhas origens e a assuntos que me encantam desde a infância — o futebol e a música — e a adolescência, neste caso, o cinema. Um amor tardio, pois só aos 16 anos fui a uma sala para enfim ver um filme na telona. Se a oportunidade se deu de forma temporã, o hábito criado naquele dia de 1998 segue comigo até hoje. Basta olhar meu perfil no Letterboxd.
Já a paixão pelas histórias contadas no jornalismo nasceu ainda nos tempos de criança, enquanto acompanhava meu pai em seu trabalho de coletar jornais e revistas para vender a um depósito de ferro-velho, em São Paulo. E em casa, ao ouvir a poesia falada dos narradores de futebol na TV e no rádio, na mesma época. Escutar profissionais como Galvão Bueno, José Silvério, Januário de Oliveira e Silvio Luiz fazia os jogos mais interessantes, mais brilhantes, memoráveis. Para mim, eles abriam janelas no coração, na mente e para o futuro.
Participei do programa de treinamento da Folha de S.Paulo já aos 29 anos, em 2011, e a partir dele ingressei na Redação do jornal. Lá, em períodos alternados, passei por várias editorias, da Folhinha à revista sãopaulo, de Mercado ao Guia Folha. E quando voltei ao prédio da alameda Barão de Limeira, para trabalhar no Agora São Paulo, em 2018, fiz roteiro cultural e algumas matérias para o caderno de entretenimento, o Show!.
Sou neurodivergente (autista, diagnosticado aos 40 anos, em 2022), considero-me organizado e creio que possa colaborar não só no jornalismo, mas também em instituições culturais, editoras, produtoras audiovisuais. Tanto para escrever uma newsletter ou me engajar em tarefas nas redes sociais quanto para fazer pesquisas para podcasts, séries e filmes ou atuar como curador. Estou sempre disposto a aprender.